EUROTRIP26TC -00:00:00:00:00
UM DIÁRIO DE DOUGLAS & HUGO
Caminhantes acima das nuvens no Pico do Areeiro
BRASIL → EUROPA · ATÉ O EMBARQUETC -00:00:00:00:00DD : HH : MM : SS : FF · 24 FPS
OUT / NOV
2026

DE CASA PARA O MUNDO. E DE VOLTA PARA VOCÊS.

Uma viagem.
Seis capítulos.

Futebol, cinema, arte e um respiro na natureza.
Douglas e Hugo. E vocês, do outro lado da história.

MADEIRA · IMAGEM DE REFERÊNCIA

01 / A TRAVESSIA

Um oceano.
Tantos caminhos.

Da Inglaterra ao País Basco.
Depois, a ilha. E um pouco menos de pressa.

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Os seis destinos da viagemEsquema sem escala: Londres, Birmingham, Manchester, San Sebastián, Funchal e Ponta Delgada, na Madeira. DE SÃO PAULO01 LONDRES02 BIRMINGHAM03 MANCHESTER04 SAN SEBASTIÁN05 FUNCHAL06 PONTA DELGADA

UM DESENHO DO PERCURSO · SEM ESCALA

6 BASESINGLATERRA · PAÍS BASCO · MADEIRAOUT / NOV 2026

CAPÍTULO 01 / REINO UNIDO

Londres.

A cidade segue.
A gente chega.

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Londres tem cinema, arte e futebol no mesmo mapa. Hugo leva o Arsenal no coração; a gente leva vontade de descobrir o resto.

O Tâmisa como primeiro caminho

Londres será a nossa primeira base europeia, de 17 a 22 de outubro. A região de Westminster coloca o Tâmisa no centro dos passeios que estamos imaginando. Queremos começar caminhando, reconhecendo pontes, percebendo a distância real entre lugares que no mapa pareciam vizinhos e encontrando um café para a primeira conversa do dia. A cidade chega inteira, com muito assunto e várias maneiras de atravessá-la.

A Tate Britain, o British Museum, o Natural History Museum e o BFI estão entre os interesses para as horas livres, junto com os parques do oeste, Notting Hill, Abbey Road e Camden à noite. A vontade é deixar um museu, uma caminhada ou uma vista do alto mudar o tom do dia. Para quem trabalha com imagem, visitar esses lugares também é um exercício de atenção: observar o uso da luz, o tempo de uma cena e a forma como uma obra ocupa um espaço.

O futebol entra pela cidade

Hugo é torcedor do Arsenal, e o tour do Emirates já está reservado para a segunda-feira 19/10, no formato em que se entra a qualquer hora da tarde. O mesmo dia começa em Stamford Bridge, com o tour do Chelsea reservado para as 10:20, e passa por Richmond antes de chegar ao norte de Londres. Wembley ficou como opção, se sobrar tempo. Um passeio ganha mais quando cabe com calma no dia.

Queremos olhar também para o entorno: a chegada dos torcedores, as lojas, os pubs e o caminho entre a estação e o estádio. O futebol britânico interessa pelo jogo e pela vida que se organiza em volta dele. Esse olhar começa em Londres e vai acompanhar a viagem até Manchester, com uma possível passagem por Anfield.

Richmond, com a câmera da memória

Ted Lasso acrescenta uma camada afetiva ao roteiro. O turismo oficial de Richmond reúne o Prince’s Head, Richmond Green e Paved Court entre os lugares ligados à experiência de reconhecer a série na cidade. Paved Court é uma rua de pedestres, com lojas e cafés. Queremos reparar nas fachadas, na escala das ruas e no cotidiano que segue ao redor dos enquadramentos que conhecemos.

O AFC Richmond pertence à ficção. O passeio pelas locações passa por lugares reais, e Selhurst Park, casa do Crystal Palace, é o estádio da série. Para esta viagem não havia data de visita disponível, então ele fica na lista como referência. A graça será conectar as cenas à geografia da cidade, com tempo para simplesmente andar.

Para conhecer mais: Richmond: locações de cinema e televisão ↗ · Crystal Palace: Selhurst Park e Ted Lasso ↗

Uma conversa que começou em Trancoso

A Tree Doesn’t Die Twice é o projeto da Rota para a Gallery FUMI. O filme acompanha o encontro de Hugo França e Max Lamb com a madeira, os gestos de trabalho e a convivência no ateliê de Trancoso. A proposta londrina retoma a conversa com Max depois dessa experiência. A diária está marcada para a terça-feira 20/10, das 10h às 13h, na Mission Workshop, em Harrow on the Hill.

A apresentação de Max Lamb pela FUMI destaca ações diretas sobre os materiais, como cortar, esculpir, moldar e fundir. Essa relação entre gesto e resultado ajuda a entender o interesse do filme. Queremos escutar o que ficou da experiência brasileira e observar como essa memória aparece na conversa. Londres será também um lugar de continuidade: uma história iniciada no Brasil atravessando o oceano com a gente.

Para conhecer mais: Max Lamb pela Gallery FUMI ↗

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Reino Unido

CAPÍTULO 02 / REINO UNIDO

Birmingham.

Uma pausa.
Um amigo.

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Birmingham tem endereço de amigo: Gustavo Barros. Queremos colocar a conversa em dia, caminhar pelos canais e, se der tempo, conhecer St Andrew’s.

O ponto de encontro tem nome

Birmingham entra na viagem por causa de Gustavo Barros, amigo de Douglas. A chegada prevista para 22 de outubro guarda essa expectativa boa de rever alguém e conhecer um pouco do lugar onde ele vive. Queremos sentar, colocar as conversas em dia e deixar que suas referências participem do passeio. Uma cidade apresentada por um amigo ganha detalhes que costumam ficar fora das primeiras buscas.

A passagem será curta, com saída para Manchester no dia seguinte. Esse intervalo pede escolhas simples: um encontro demorado, uma caminhada que caiba no tempo e a possibilidade de conhecer St Andrew’s. Gustavo faz parte do motivo de estar ali. O resto pode se organizar ao redor da conversa, de uma refeição e da vontade de ver a cidade pelo caminho.

Ler a cidade pela água

Gas Street Basin é um ponto de encontro entre canais no centro de Birmingham. A história desse lugar ajuda a imaginar uma cidade em que a água também servia ao transporte de mercadorias. O Canal & River Trust descreve a antiga separação entre o Worcester & Birmingham Canal e a rede de Birmingham pela Worcester Bar. Em 1815, um acordo permitiu a ligação por uma eclusa.

Esse detalhe muda a leitura de um passeio aparentemente simples. A borda do canal, as pontes, os edifícios e os barcos passam a contar uma história de circulação e trabalho. Queremos olhar para essas marcas enquanto caminhamos e perceber como o uso do espaço mudou. Hoje, o encontro entre patrimônio industrial e vida cotidiana faz parte do interesse de observar Gas Street Basin.

Para conhecer mais: História do Worcester & Birmingham Canal ↗ · Caminhada pelos canais de Birmingham ↗

Um estádio que pertence ao bairro

St Andrew’s, casa do Birmingham City, aparece como uma visita possível. Seria uma boa oportunidade para ampliar a experiência do futebol britânico com outro clube e outra relação com a cidade. O interesse está na chegada, na fachada, no bairro ao redor e no que Gustavo tiver vontade de compartilhar. O passeio ainda depende do tempo disponível e das condições de visita.

Conhecer mais de um estádio ajuda a prestar atenção nas diferenças. Cada casa tem seus símbolos, suas lembranças e seus pequenos rituais. A viagem vai reunir o Arsenal do Hugo, o desejo de ver o United e a curiosidade por clubes que encontramos pelo caminho. Birmingham acrescenta a esse mapa a presença de um amigo, o que já muda bastante a experiência.

Tijolos, passos e uma conversa comprida

Digbeth está entre as possibilidades para caminhar e observar a cidade. Queremos olhar para texturas, fachadas e espaços que sugerem outros tempos de uso. Para a fotografia, pode ser interessante aproximar o detalhe e depois abrir o quadro: um trecho de parede, uma rua inteira, alguém atravessando a cena. A câmera vai junto com a curiosidade.

Ao fim, talvez a lembrança mais forte venha de um assunto que se estendeu à mesa. Queremos deixar espaço para isso. Birmingham será um capítulo de convivência, com uma dose de futebol e uma cidade para descobrir aos poucos. Na manhã seguinte, o trem leva a viagem adiante, e a conversa provavelmente continua pelo celular.

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Reino Unido

CAPÍTULO 02b / FRANÇA

Paris.

Uma parada.
Uma feira.

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Paris entra no meio da viagem. Duas noites, uma diária de trabalho com a Miriam na feira Design Miami/Paris e um dia livre para caminhar.

A parada no meio do caminho

Paris entra na viagem como uma parada curta entre Londres e Manchester. São duas noites, uma diária de trabalho com a Miriam na feira Design Miami/Paris e um dia livre para caminhar.

A chegada é pelo Eurostar de St Pancras, às 07h01, com parada na Gare du Nord às 10h29. O hotel fica em Montparnasse, perto da estação.

No dia 23 a diária é com a Miriam, na Rue de l’Université. O resto do dia fica livre para Montmartre, as margens do Sena e um café sem pressa.

Na manhã de 24, o trajeto é cedo até o aeroporto de Beauvais, para o voo das 10h15 até Manchester.

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França

CAPÍTULO 03 / REINO UNIDO

Manchester.

Um sonho.
Old Trafford.

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Ver o Manchester United de perto é uma das grandes razões desta viagem. Old Trafford no horizonte; o coração já chegou antes.

O coração chega primeiro

Ver o Manchester United em Old Trafford é uma das grandes razões para atravessar o oceano. Manchester terá quatro noites no roteiro, de 24 a 28 de outubro, e uma expectativa que começa bem antes da chegada. Queremos viver o caminho até o estádio, a aproximação da torcida, a conversa na fila e aquele instante em que o campo aparece pela primeira vez.

O roteiro aponta o encontro com o Bournemouth para essa passagem. A confirmação do calendário e dos horários seguirá as informações oficiais do clube perto da partida. Até lá, a preparação também passa pela história: entender um pouco do lugar torna a experiência mais rica para quem acompanha futebol há anos e para quem está chegando agora.

Um estádio atravessado pelo tempo

Old Trafford foi inaugurado em 1910. A história institucional do United registra os danos sofridos durante a Segunda Guerra Mundial e a reabertura em 1949. Conhecer essa trajetória ajuda a olhar para o estádio como um lugar que mudou junto com a cidade e com o clube. As arquibancadas guardam camadas de reconstrução, crescimento e lembranças compartilhadas.

A mesma história passa pelos Busby Babes, pela tragédia de Munique em 1958 e pela reconstrução que levou ao título europeu de 1968. São partes sensíveis da memória do United. Queremos chegar com respeito a esse percurso e dedicar atenção aos detalhes que conectam jogadores, torcedores e gerações. O museu e o tour entram entre as possibilidades para um dia adequado ao calendário de visitas.

Para conhecer mais: Manchester United: história do clube e de Old Trafford ↗

A cidade também toca

Fora do estádio, queremos conhecer Manchester caminhando entre Northern Quarter, lojas de discos, espaços de música e paradas para comer. Joy Division, The Smiths, Oasis e The Stone Roses fazem parte das referências que levamos na cabeça. Escutar essas músicas durante a viagem pode aproximar a paisagem de coisas que já conhecemos pelo som.

Afflecks, Vinyl Exchange e Stevenson Square ficam para a tarde da chegada. A terça-feira, depois do tour em Old Trafford, é da cidade antiga: os canais de Castlefield, o endereço da antiga Haçienda, o National Football Museum e a John Rylands Library, até a Albert Square no fim do dia. Uma loja de discos pode pedir mais tempo do que parecia. Um museu pode render um assunto para o jantar.

Liverpool entra como possibilidade

O bate-volta a Liverpool abre outro capítulo do futebol, com Anfield entre os lugares que gostaríamos de conhecer. Há curiosidade pelo estádio, pela memória do clube e por sua presença na cidade. A rivalidade acompanha a conversa com bom humor, enquanto o passeio oferece espaço para conhecer outra história por perto.

Albert Dock e Cavern Club completam as ideias para essa saída. Futebol, arquitetura portuária e música cabem no mesmo dia quando o planejamento respeita as distâncias e o tempo de cada visita. Vamos decidir os detalhes a partir da agenda em Manchester e da disponibilidade dos passeios. A vontade já está no mapa; o desenho final do dia segue aberto.

O que a gente quer guardar

Alguns momentos vão pedir câmera. Outros vão pedir a atenção inteira no que está acontecendo. Queremos registrar a chegada, os detalhes do entorno e os bastidores possíveis, deixando espaço para viver a partida. Depois, o diário e o podcast ajudam a organizar o que ficou: uma impressão do estádio, uma conversa, uma surpresa no caminho de volta. É essa mistura de memória e relato que queremos dividir com vocês.

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Reino Unido

CAPÍTULO 04 / ESPANHA

San
Sebastián.

A arte encontra
o caminho.

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No País Basco, a câmera encontra a Sorgin Gallery. Arte, conversa e o Cantábrico atravessando a janela.

Chegar a Donostia

San Sebastián, também chamada Donostia, será a base da etapa no País Basco, de 28 a 31 de outubro. A chegada pela região de Bilbao muda o desenho da viagem: entramos nos dias dedicados à Sorgin Gallery e a uma paisagem em que cidade, mar e montanha ficam próximos no olhar. Queremos conhecer o lugar a partir do trabalho e dos intervalos que ele permitir.

A Concha e a Parte Vieja estão entre as primeiras referências para caminhar. Imaginamos um passeio depois da diária, uma parada para comer e a chance de reconhecer a cidade com outra luz. Os pintxos também entraram na lista com bastante facilidade. Depois de um dia filmando, escolher o próximo balcão pode virar uma pequena pauta coletiva.

A galeria como personagem

A que faz nascer é a proposta da Rota para a Sorgin, com Miriam Badaró. O projeto aproxima obras, casa, luz e paisagem por meio de sua voz e de suas escolhas. Queremos observar como esses elementos convivem: o lugar de uma peça, a passagem entre ambientes, uma textura que recebe luz e a presença de quem dá vida ao espaço.

Hugo Lima estará na direção e Douglas Mendes na fotografia. A proposta prevê imagens e registros que possam acompanhar a comunicação da galeria ao longo do tempo. A janela de produção é de 28 a 31 de outubro, com a organização das diárias ainda em alinhamento. O trabalho pede conversa e atenção para descobrir o que merece um plano aberto e o que aparece melhor de perto.

O vento também participa da obra

Peine del Viento está entre os lugares que queremos conhecer. O conjunto de Eduardo Chillida foi instalado em 1977 e reúne três esculturas de aço junto às rochas. O espaço arquitetônico de Luis Peña Ganchegui aproxima o visitante desse encontro entre matéria, mar e horizonte. É uma obra cujo entorno participa da experiência a cada mudança de luz e de tempo.

Para quem chega de um filme sobre madeira e de uma diária dedicada à arte, esse passeio tem uma continuidade bonita. Queremos olhar para a relação entre forma e lugar, observar a superfície do aço e ouvir o mar ocupando o espaço. As condições do dia vão orientar o acesso e o tempo de permanência. A contemplação faz parte do programa.

Para conhecer mais: Peine del Viento pelo turismo oficial de Donostia ↗

Cinema entre uma caminhada e outra

Tabakalera e a cultura cinematográfica da cidade também despertam interesse. O festival de San Sebastián entra como referência para entender essa relação com o cinema; a nossa passagem acontece em outro momento do calendário. Queremos descobrir o que estiver disponível durante a estadia e reservar alguma atenção às imagens que a própria cidade oferece.

Os dois projetos da viagem se aproximam pelo interesse em processos e pessoas. Na FUMI, uma conversa atravessa o oceano depois da experiência em Trancoso. Na Sorgin, o olhar procura entender como escolhas formam um lugar. Entre os dois trabalhos, também estamos aprendendo a chegar: ouvir primeiro, perceber o ritmo do espaço e deixar a câmera encontrar sua distância. O diário vai guardar um pouco desses bastidores para vocês.

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Espanha

CAPÍTULO 05 / PORTUGAL · MADEIRA

Funchal.

Do concreto
às nuvens.

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Depois das arquibancadas e dos sets, a Madeira muda o volume. Montanha, mar e tempo para simplesmente olhar.

A ilha começa pela cidade

Funchal será a primeira base na Madeira, de 31 de outubro a 3 de novembro. Depois da Inglaterra e do País Basco, a chegada abre uma etapa dedicada à paisagem e às caminhadas. Queremos começar pela cidade, pelo mar próximo e pelos detalhes de uma rua percorrida com tempo. A mudança de ritmo também faz parte da viagem.

A base em São Martinho permitirá organizar as saídas pela ilha conforme o clima, o cansaço e os acessos. O carro já está reservado e a locadora busca a gente no aeroporto. A ideia é alternar percursos de carro com paradas em que dê vontade de ficar. Funchal reúne o começo desse movimento: descobrir um lugar para comer, reconhecer o caminho de volta e escolher a próxima manhã olhando para o céu.

Um mercado que conta a cidade

O Mercado dos Lavradores foi inaugurado em 24 de novembro de 1940, com projeto de Edmundo Tavares. O turismo oficial da Madeira destaca os painéis de azulejos com temas regionais na fachada, na entrada e na peixaria. Esse contexto dá outra camada à visita: o edifício também conta como a cidade pensou seu abastecimento e apresentou seus produtos.

Queremos reparar nas cores, nas bancas, na circulação das pessoas e nas pequenas conversas que fazem um mercado acontecer. Para a câmera, há textura e movimento por toda parte. Para a viagem, há o prazer de conhecer o que se produz e se vende ali. A visita vai entrar num horário de funcionamento confirmado perto da data, com tempo para observar o cotidiano.

Para conhecer mais: Mercado dos Lavradores pelo Visit Madeira ↗

Subir muda a escala

Pico do Areeiro está entre os grandes desejos desta etapa. Queremos conhecer o relevo, perceber a sucessão de encostas e acompanhar a forma como a luz reorganiza a paisagem. A saída dependerá das condições meteorológicas e das orientações de acesso. Uma manhã de montanha pede atenção ao ambiente e disposição para adaptar o plano.

Curral das Freiras e Eira do Serrado oferecem outro caminho para observar a relação entre vale, povoamento e altitude. Câmara de Lobos e Cabo Girão também fazem parte das possibilidades. A ordem dos passeios vai respeitar as distâncias e o tempo de cada parada. A graça de olhar um mapa montanhoso está em descobrir, depois, a profundidade real de cada curva.

O mar pelas bordas da ilha

Ponta de São Lourenço aparece como outra vontade de caminhada. O contraste entre a terra e o oceano, a exposição ao vento e a mudança de perspectiva ao longo do caminho despertam curiosidade. Vamos escolher o percurso a partir das condições e dos acessos disponíveis. Cada saída precisa combinar com o dia que a ilha estiver oferecendo.

A Sony e a Insta360 seguem na bagagem, prontas para os momentos em que fizer sentido registrar. Também queremos caminhar pelo prazer de estar ali, sentar diante de uma vista e dar tempo para a conversa mudar de assunto. Depois de várias diárias e cidades, essa atenção mais demorada pode trazer imagens diferentes e histórias pequenas, daquelas que ficam pelo jeito como foram vividas.

Uma mensagem para quem ficou perto

Funchal será um bom lugar para contar como a viagem está nos transformando aos poucos: o ritmo do corpo depois dos deslocamentos, o que ficou das filmagens, as lembranças do futebol e as expectativas para o norte da ilha. O diário pode receber uma fotografia, uma nota de fim de tarde ou um relato mais longo. A família e os amigos entram como companhia para organizar o que estamos descobrindo.

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Portugal · Madeira

CAPÍTULO 06 / PORTUGAL · MADEIRA

Ponta
Delgada.

Mais ao norte.
Mais devagar.

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Na costa norte da Madeira, o roteiro desacelera. O mar continua; a vontade de dividir tudo com vocês também.

Uma base voltada para o norte

Ponta Delgada, na costa norte da Madeira, será a última base da viagem. A estadia de 3 a 5 de novembro coloca o Atlântico, os vales e a vegetação no centro dos dias. Queremos conhecer esse lado da ilha com calma, escolhendo as saídas conforme o tempo e guardando espaço para o prazer de ficar um pouco num lugar.

A paisagem passa a orientar a agenda de outro jeito. O céu, o vento e as condições do mar ajudam a decidir o próximo caminho. Há vontade de caminhar, de observar as encostas e de perceber o que muda entre um trecho de costa e outro. Essa última base também oferece uma pausa para conversar sobre tudo o que já terá acontecido desde São Paulo.

O tempo das árvores

O Fanal reúne um bosque de tis, árvores da espécie Ocotea foetens, integrado à floresta Laurissilva. O Visit Madeira situa essa área entre as serras do Seixal e da Ribeira da Janela e destaca seus exemplares centenários. Saber o nome das árvores já muda a aproximação: aqueles troncos passam a fazer parte de uma paisagem viva, com uma história que pede atenção.

Queremos observar o desenho dos galhos, o espaço entre as árvores e as variações de luz. A neblina é uma possibilidade do tempo, e o passeio ganha interesse também quando o bosque aparece por inteiro. A visita será guiada pelas condições e pelos caminhos permitidos. Um lugar assim convida a diminuir o passo e perceber o som do próprio movimento.

Para conhecer mais: Fanal e o bosque de tis pelo Visit Madeira ↗

A água encontra a pedra

Porto Moniz traz outra leitura da origem vulcânica da ilha. As piscinas naturais se formaram pelo resfriamento da lava, e seu desenho permite a entrada da água do mar. A informação ajuda a olhar para as bordas de pedra e para a relação entre o espaço de banho e o oceano ao redor. A visita será organizada conforme o funcionamento local e as condições do mar.

Seixal também está entre as paradas desejadas, com interesse pela costa, pela areia escura e pelas piscinas naturais. Queremos reservar tempo para observar a água se aproximando das rochas e a vegetação descendo pelas encostas. As imagens podem sair de um plano aberto ou de um detalhe pequeno. A escala da ilha muda bastante quando a gente começa a olhar para as superfícies.

Para conhecer mais: Origem das piscinas naturais de Porto Moniz ↗

Os caminhos entre uma parada e outra

Santana e São Vicente completam as possibilidades para esses dias. O roteiro vai conversar com o tempo de deslocamento, a disposição e o que fizer sentido depois das saídas anteriores. Queremos deixar margem para uma refeição tranquila, uma vista que pede alguns minutos e uma estrada que já seja parte do passeio.

Esse ritmo ajuda a fechar a viagem com presença. As câmeras terão acumulado material dos trabalhos e dos caminhos, e ainda haverá espaço para descobrir algo pelo simples ato de estar atento. Também queremos guardar as conversas que surgirem nessa reta final: o que surpreendeu cada um, qual lugar pediria uma volta e que história merece ser contada primeiro.

O caminho continua em casa

A volta ao Brasil abre uma nova etapa: organizar arquivos, rever imagens e dar forma às lembranças. O Douglas embarca na quinta 5/11 e o Hugo volta um dia depois. O diário e os episódios do podcast ficam como pontos de encontro com quem acompanhou de longe. Talvez uma fotografia renda uma conversa inteira; talvez um detalhe visto agora faça sentido só na edição. A gente retorna com esse material e com a vontade de sentar à mesa, ouvir as perguntas de vocês e contar o resto.

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COSTA NORTE DA MADEIRA

08 / QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO

Dois amigos.
Um mesmo
caminho.

Dois amigos, dois olhares e assunto para o caminho inteiro. Do set à arquibancada, a gente quer dividir tudo com vocês.

Conhecer a tripulação ↗
Douglas Mendes
Douglas MendesFOTOGRAFIA
Hugo Lima
Hugo LimaDIREÇÃO
Estrada de montanha ao pôr do sol, Madeira

O ROTEIRO ESTÁ ESCRITO. A HISTÓRIA COMEÇA AGORA.

Vem com
a gente.

Este é o nosso lugar para dividir o caminho
com quem ficou por perto, mesmo de longe.

EMBARQUE · 16 DE OUTUBRO DE 2026

IMAGENS & CRÉDITOS ↗
EUROTRIP 2026 / ÍNDICE

Escolha um caminho.

00Partida16 → 17 out01Londres17 → 22 out02Birmingham18 out · bate e volta02bParis22 → 24 out03Manchester24 → 28 out04San Sebastián28 → 31 out05Funchal31 out → 3 nov06Ponta Delgada3 → 5 nov